Vulcão Rano Kau – Rapa Nui

(Relatado em 27/02/04 referente ao período de 13 a 17 de julho de 2003)

 

Todas as vezes que faço uma prática energética, depois de estar com os chacras alinhados e revigorada de energia num misto equilibrado entre o cósmico e o telúrico, costumo expandir e vibrar em emanação de amor para o planeta. É como se fizesse uma troca que me alimenta de energia sã do universo e da Mãe Terra e ao mesmo tempo faço doação do amor que por Ela (Terra) me inunda e da Luz que o universo reflete em mim…

Muitas vezes, no plano físico em visita a cachoeiras, grutas, cavernas, de frente ao mar, no topo de uma montanha, no meio do mato entre pedras e árvores guardiãs do local, no mangue, num jardim; com os pés descalços para manter o respeito ao local e despojamento num símbolo de entrega e interação, fiz a captação de energia e a doação em expansão de amor para cada um desses locais citados em que entro em simbiose.

 

Vivência no Vulcão Rano Kau – Rapa Nui – Ilha de Páscoa

“Solstício de Inverno, 14:00h quando em posse de um 4 X 4 Vitara voltei ao local em que nos 3 dias de reconhecimento pela Ilha, havia escolhido para minhas práticas, seguindo os sinais e intuição.

Nesses 3 dias fui acompanhada de um falcão que me deixou até fotografá-lo, embora voasse quando qualquer outra pessoa se aproximava.

Pela estreita estrada de terra com mato batendo nos espelhos dos dois lados do Vitara segui até o local…

A entrada em Orongo é feita a pé em trilha aberta e de fácil acesso. Estava sozinha, não haviam excursões ou visitantes naquele horário.

Entoando mantras e me sintonizando segui. Já próxima ao local percebi que alguém me seguia disfarçando que o fazia… um homem. Pelo fato de estar só tive uma certa preocupação, mas segui com meus passos e mantras sem perder a sintonia… a cada momento me distanciava dele, senti que não devia temer.

Escolhi um local, pedi permissão e descalça me sentei na posição de semi-lotus, iniciei exercícios respiratórios que foram interrompidos pois percebi que ao longe o tal homem havia parado para me observar, verificando melhor pude ver que estava com uma farda verde e um quepe. Me tranqüilizei quando imaginei ter me seguido para ter certeza de que eu não depredaria nada ou tentasse arrancar algo para levar, ou até que tentasse pular para o Oceano ou para a cratera, afinal estava sob sua responsabilidade.

Como descrito abaixo em referências, eu estava a beira de um penhasco de frente para a cratera e o Oceano estava às minhas costas. Mentalizei proteção.

Olhei novamente e percebi que o tal homem havia tirado o quepe e colocado as mãos unidas junto ao peito e a cabeça baixa… parecia rezar (imaginei que devia pensar que eu estava rezando também e em respeito fez o mesmo). Foi meio cômico para mim, mas precisava me concentrar afinal aquele era um momento único. Olhei novamente e não o vi mais.

Entoei o ‘OM’ que ecoou do meu interior para o interior da cratera. Após estar energizada comecei movimentos com as mãos que iam do meu cardíaco expandindo amor para todo aquele local. Fiz isso até que sentisse um certo ‘equilíbrio’ e harmonia com o local.

A sensação que tive não tenho como descrever… a emoção, a certeza do porquê estava ali.

Agradeci, me calcei e comecei a voltar para a entrada do parque, o tal homem apareceu do nada e me alcançou… me olhou nos olhos e antes que dissesse algo, olhei para as inscrições em seu peito (era um guarda florestal) e falei: _Você estava preocupado que eu retirasse algo ou depredasse o parque? O que eu estou levando você não consegue ver… estou levando energia, mas fique sossegado pois deixei algo em troca… muito amor.

Me olhou profundamente e falou: _Entendo o que quer dizer muito mais do que imagina que posso entender.

Seu olhar desmontou meu comentário com sabor de ironia, então complementei mais brandamente: _Esse vulcão guarda os segredos da vida e da morte, veja… ao mesmo tempo que pode destruir tudo, quantas flores, frutas, animaizinhos, não é mágico?

Novamente me olhou fundo, seus olhos com lágrimas, me disse: ” _Para mim também significa a vida e a morte… Certa vez minha mãe veio até o parque e ficou desaparecida por 3 dias, quando já estavam encerrando as buscas, eu estava dormindo e senti como se saísse do corpo, vim até o parque e vi onde ela estava. Acordei pedi ajuda de uns amigos, viemos até onde eu a havia visto… ela estava lá, um pouco abaixo de onde você ficou, com uma marca na testa como eu a ví… Minha mão me deu a luz e morreu neste local”.

Nesse momento aquele baita homem chorava. Coloquei minha mão direita na altura de seu coração senti as pulsações mesmo sem toca-lo e também a rotação de seu cardíaco.

Ele me olhou, olhou e falou: _Não sei quem você é, mas me sinto tão pequeno diante de você, essa mesma luz rosa que me direciona fez banhar toda a cratera do vulcão, enchendo-o de estrelas e essas estrelas subiram ao céu… Quem você é?

Percebendo a sensibilidade que aquele homem tem eu é quem me senti diminuída, afinal eu nem tinha entendido o que consegui movimentar ali… e ele havia   v i s t o…

_Não sou ninguém especial, apenas tenho pureza no coração assim como você. Respondi.

…Eu apenas movi a energia do meu coração em emanação de amor por aquele local, onde senti o completo de um ciclo, a vida e a morte. E ele ‘viu’  meu amor em cor, estrelas, luzes…

Vocês já se deram conta do que muitas pessoas, num mesmo horário e propósito são capazes de fazer???!!!!

P.S.1. De volta ao Brasil, me senti muitas vezes naquele local. Algumas outras coisas me foram trazidas como informação outras em sonhos…  Um deles com seres esqueléticos, onde percebe-se visualmente as costelas quase que para fora do corpo, a cabeça quase retangular, sem olhos, apenas as cavidades dos mesmos, as mãos compridas, seus corpos parecem envoltos em lama, sangue e fogo e a expressão é de dor. Me foi dito que esta é uma descrição já utilizada por outras pessoas sobre os lemurianos.

P.S.2. O Charlie (gurada-florestal) pensava ser enfermo por sair do corpo quando dorme… Expliquei para ele que isso é perfeitamente normal que afinal não somos nosso corpo físico. Ele pensa não saber nada, mas sabe muito… ao acenar para mim na hora em que fui embora, simplesmente ergueu a mão direita na altura do peito, parada, usou a mesma forma de aceno que já vi em imagens de mestres ascencionados. 

Referências:

– O vulcão Rano Kau é um dos três que compõe a Ilha, possui 1 Km de diâmetro. Seu fundo é como um pântano, flores e frutas crescem em sua encosta, pequenos animais silvestres habitam ali. Na encosta pode se colher pequenas Obesidianas (pedra de cor preta brilhante, não transparente de origem vulcânica).

– O sitio arqueológico de Orongo possui petroglifos (inscrições em relevo em pedra com desenhos diversos entre eles o de um Deus que teria vindo dos céus – Homem Pássaro). Orongo fica situado num penhasco entre a borda da cratera do vulcão Rano Kau e o Oceâno Pacífico a uma altura de uns 50 metros daquelas indescritíveis águas azuis.

– A Ilha de Páscoa está situada há 3700km da costa da América do Sul e há mais de 4000km do Taiti. Isso significa 5:45h num 767 sobrevoando o Pacífico em direção anti-horária  com origem em Santiago no Chile, conseguindo com isso uma diferença de 2h de fuso horário de Santiago (a diferença horária entre Ilha de Páscoa e SP é de 3h a menos na Ilha).

– Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui é considerada o local mais ermo do planeta, e como citam as pessoas que por ali passam é o melhor lugar para você ficar mais próximo de você mesmo. Estive sozinha lá e talvez por esse motivo concorde com essas pessoas.

– Segundo algumas fontes, o local onde encontra-se a  Ilha de Páscoa fez parte do continente submerso que seria a Lemúria, há muito mais tempo do que se imagina ter acontecido com a Atlântida.

– Ilha de Páscoa também é chamada de Umbigo do Mundo (Te Peti Te Hua em Rapa Nui).

– O pessoal da Ilha fala o espanhol além do rapa nui.

Paz, Luz e Amor a todos os corações!
Sophia Christou

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