Shambhala

 

Em 2008 numa experiência de expansão de consciência com um seleto grupo de amigos, me permitindo deixar levar pela bela coletânea de músicas e o aroma de nag champa, foi quando acessei pela primeira vez este local que ainda não sabia dar nome.

Estava numa quietude e postura de corpo inerte, sentada em lótus, apenas pulsando com o ar que entrava e saia dos pulmões… podia sentir todos os fios dos meus cabelos sendo utilizados por um pássaro para compor um ninho acima de minha cabeça tamanha minha imobilidade.

“Aos poucos a percepção foi se passando para a glândula pineal que estava dourada e girava em todas as direções como se estivesse além da 3ª. dimensão, na verdade iniciando a ponte para além desta.

Senti uma presença conhecida se aproximando em mesmas proporções que esta pequena glândula, como outra consciência, em sintonia.

Foi quando entendi um convite para ir além de onde estava, amparada e guiada por este guia. Ao aceitá-lo interiormente, me senti sutilizar e desprender do corpo físico, que nem mais identificada estava, porém ao perceber que ‘eu’ era um corpo de Luz que se desprendia, logo minha mente interferiu formatando o corpo de Luz, com um manto verde cristalino, num lindo vestido de Luz translúcida.

Ao perceber a outra consciência, que me esperava para o “passeio”, ainda como apenas um ponto dourado de Luz… me apercebi do que tinha criado, com a limitação da minha mente formatada. E se fosse ler o pensamento deste outro Ser, seria mais ou menos assim: “Aaaaii, mulheres!!!!”, mas pacientemente este esperava que eu despertasse do ego.

Logo percebi que não era necessária a envoltura, isso fazia parte do que ainda chamamos de Eu, de Ego, de Forma, e o convite estava além disto, muito além!

Ao sentir que poderia ir para onde quisesse, minha primeira intenção foi estar no Egito novamente. Já estive em Terra e em algumas passagens onde tive muitas compreensões também.

Imediatamente nossos pontos de Luz, passaram pela crosta cortando caminho e despontando no Egito onde acessei um cristal imenso conectado ao cosmo, um mineral com vibração muito intensa.

Ao sentir que a viagem poderia seguir para outro ponto me veio Israel e só de pensar já estava lá, numa viagem muito mais sutil, além do espaço/tempo. Ainda não estive em Terra em Israel, tenho ainda como um sonho a ser realizado.

No portal de Jerusalém, em Quram, vi um imenso farol de Luz que seguia além do céu como fosse um ponto de referência para a entrada da cidade sobreposta a Jerusalém existente hoje na Terra. Posteriormente vim a descobrir que há neste local o Domo de Pedra com uma abóboda dourada como marco, é um local tomado como sagrado por quatro diferentes religiões.

Ao dar continuidade, fomos para dois outros pontos do planeta, onde ainda preciso entender melhor sua localização e simbologia.

Estes 4 pontos possuem algo implantado de fora da Terra, no caso o Cristal no Egito, o Tubo de Luz em Quram, bem como os outros marcos que visitei em dois outros locais. Foram assim colocados para servir de ancoramento para a nova oitava.

O que me faz compilar esta vivência, é especificamente, o 5º. Ponto que visitei. Este, diferentemente dos outros 4 possui algo construído pelos humanos imagem-semelhança divina em missão na Terra. O que eu chamaria de Avatares despertos.

Encontra-se no Tibet. Neste local encontra-se uma forma tal como a imagem deste Yantra que coloquei no início da mensagem, porém senti esta imagem imensa, formada em linhas de Luz intermitentes, triangulando além da 3ª. dimensão em puro movimento.

Viajei como um ponto de Luz, por dentro desta verdadeira Merkabah em movimento, cruzando os vários triângulos que esta figura ia formando… posso ouvir o som que tem esse local agora, enquanto escrevo… e sentir seu perfume, algo que ficou assim gravado em mim, mesmo sem um corpo físico ou delineado… é um perfume que não sentimos com o olfato, é um som que toca dentro de mim…

Dentro desta forma, havia outros pontos de consciência vibrando mais aceleradas que a minha pulsação, no que percebi minha aceleração também aumentar, e quanto mais aumentava mais eu podia sentí-las e mais elas podiam me sentir também.

O mais incrível foi ter compreendido que esta forma foi criada pela entonação, por anos a fio, do mantra Om Mani Padme Hum, gerando esse farol de Luz, como um chamamento, um pedido de socorro que foi ouvido pelo universo e visto como um Ponto de Luz na Terra, possível de ser percebido de muito longe, para que assim a Terra fosse socorrida…

Há uma semana, conversando com alguém muito querido que falava sobre o Tibet, acabei por narrar esta passagem e ele me comentou sobre o livro: “O Segredo de Shambhala” e eu curiosamente ainda não tinha lido, embora tivesse lido mais do que uma vez os outros livros do mesmo autor. Depois disto fui em busca do livro, mas ainda estou na página 54, ou seja, não li, mas mesmo sem ler sei do que se trata… ressoa em mim…

Nessas primeira paginas, surgiu um termo que ainda não se explicou direito, mas fui buscar seu significado: Dakini – “aquela que atravessa o céu” ou “a que se move no espaço”, esta expressão foi utilizada para descrever o ser que serve como guia.

O local onde estive existe, é sutil e só podemos encontrá-lo em estado sutilizado, tem nome: Shambhala, tem sons, tem perfume, tem Luz, tem movimento, tem Vida é reconhecido pelo Cosmo como a Luz da Terra.

É a Arca, a Nave, a Merkabah… é o envoltório que nos leva atrás do nosso sol, além de Hélios e Vesta, para Alfa e Ômega!

É a Carruagem de Fogo, ou de Luz como eu prefiro chamar, prestes a decolar!”

Em nossa partilha, ao final da experiência, ao comentar que fui atrás do sol, num outro Sol… meus amigos disseram que meu queixo estava caído e que dariam o reino para saberem onde eu estava realmente…

O que é preciso entender é que é preciso mesmo dar o reino, nos despir de formas e posses, firmar apenas no coração e estar consciente para estar Lá.

Sophia Christou

OM MANI PADME HUM

OM MANI PADME HUM

OM MANI PADME HUM

 

2 Comentários

  1. adriana said,

    É.
    Entre o Verbo e o Ponto… a Jornada.
    Tão simples, tão natural.
    O resto… esquecimento.
    Belo texto, Sophia!
    Salve, ShambhaLa!

    • conscienciaempoesia said,

      Salve Adri!!!
      Grata pela visita!
      Tão simples, tão natural… mas nossa mente insiste em complicar, em fantasiar…
      Beijo de Alma
      Sophia

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