Melchisedecq em nós

Melquisedec dos ocultistas; Malki-Sedek hebreu e o Melchi-Isedecq atlante, formam uma trilogia de outras tantas invocações do “Rei do Mundo” atual.

Encontramos seu nome nos manuscritos do Mar Morto e nas cavernas de Kli Kumaran.

Vemos sua estátua no pórtico central da Catedral de Chartres; e as Sagradas Escrituras nos falam dele como o Rei de Salém no país de Canaã, na época de Abraão.

Salém sem dúvida é para o simbolismo ocultista a Jerusalém atual e uma deformação das palavras de Jesus e Salém, e ao mesmo tempo Shalom, que quer dizer Paz.

Melquisedec, cujo nome significa Rei da Justiça, foi o máximo sacerdote de El Elyon, o Deus mais alto, que indiscutivelmente é a divindade que pede a Abraão o sacrifício de seu filho, ao qual depois troca por um cordeiro – “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo”.

Os sacerdotes levíticos consideram Melquisedec como Sem, filho de Noé. E os teólogos cristãos, até a Idade Média, debateram-se entre a idéia de ser Melquisedec o Espírito Santo e a força e virtude de Deus, superior mesmo a Jesus Cristo: sem pai terrestre, sem mãe terrestre, sem princípio nem fim de vida.

A Gênese não nos fala da morte nem da geração dele.

É o filho de Deus que fica sempre sacerdote; é o superior, que bendiz e recebe o “dízimo” de seu inferior.

Três seitas na Idade-Média veneravam a Melquisedec, e em qualquer passagem de transcendência bíblica ou anterior à mesma, vemos a Melquisedec como o supremo alquimista da Rainha de Sabá, como o primeiro dignatário da igreja atlante, como um dos doze Zoroastros, como Melchior dos Reis Magos, também El Morya.

Melquisedec tem com relação ao sangue, o mais alto grau esotérico que se conhece.

Ele é a origem do rito do pão e do vinho, carne e sangue, e da transmutação do cordeiro em homem.

E se encerra tal esoterismo no sacrifício de “glória”, do qual se faz tanto mistério, como naquele dos pecados que só podem ser perdoados pelo Espírito Santo.

Esta lei de imortalidade “como filho de Deus que fica sempre sacerdote”, nos dá em Melquisedec, a origem da Fraternidade Branca, sendo Ele, por assim dizer, o primeiro Avatar que existiu no mundo, e a cuja semelhança se formam os Irmãos Maiores da Ordem.

Melquisedec é em suma o Mestre Um, ou a vibração mais pura da existência em vida terrena.

Por isso os perigos de pronunciar seu nome, sem motivo de causa.

Por isso, que possamos dar-lhe esotericamente o nome de Eterno, símbolo do que leva todos os poderes que Deus entrega aos homens em sua imagem e semelhança.

Extraído do livro: “A Pedra Filosofal do Yoga” Molinero (Yogakrisnanda) – ed. Mandala.
Redigido por: Rosana Aranha
Imagem por: Mario Diniz 

Tive contato a primeira vez com a essência de Melchisedecq* em 2001 com a iniciação como Alquimista pelo mestre Marasathaiwan no Centro de Estudos Transcedentais em São Thomé das Letras/MG.

Esta essência amparou meus aprendizados, dando-me a certeza do quão interno, profundo e elevado pode ser nosso mergulho quando iniciamos na transmutação de nossas energias densas em virtudes sutis, usando como cálice sagrado a sintonização de nossos chacras centralizando as energias em nosso cardíaco.

É desta forma que sinto a vibração desta energia, concordo plenamente que poderíamos dar o nome de ‘Eterno’, sem início, nem fim, sem pai ou mãe, sem tempo, pois o Amor é assim… só o ‘Agora’, nos questionando sobre nossos maiores ‘medos/dúvidas’ e se revelando a nós quando ‘Acreditamos/Confiamos’ como no caso de Abraão… Pois quando seguimos na Luz da Fé não abrindo para dúvidas ‘algo maior vem se revelar a nós’ transpomos a ‘oitava’ para uma oitava acima… é mágico! … não, não é magia… é pura alquimia! É fantástico…

Muito me agrada também o nome atribuído a essa essência de ‘El Elyon’, como o supremo sacerdote de Deus… o que intercede entre criador e criatura, o‘Elo em nós, da nossa essência enquanto criaturas com nossa essência pura, como centelha divina’ – A Fusão de imagem e semelhança.

Neste dia, em específico, 10-10-10, sinto uma energia muito forte de transformação em todo o universo criado, como se os últimos retoques estivessem sendo feitos para a ‘Fusão’. Me sinto pronta e entregue à Luz, na Confiança e Certeza dessa essência de Mechisedecq em nós.

Na Luz de Melchisedecq
Shalom!
Sophia Christou

* Embora respeitando o autor do texto, que tão bem compila a idéia, opto por utilizar a nomenclatura ‘atlante’ – Melchisedecq, pois sempre foi assim que senti esta vibração, mesmo antes de saber sua origem.

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2 Comentários

  1. Rosana Aranha said,

    Adorei seu comentário! Também senti muito forte a presença de Melchisedec quando frequentei o Harmonia entre 2000 e 2002. Naquele momento cósmico tão especial, era possível sentir o “Rei do Mundo” entre nós! Sou eternamente grata ao nosso Mestre Natsumhoach-Marasathaiwan por ter realizado esta ponte entre nós e Melchisedec!
    “Uma nova consciência surgirá. É chegado o tempo de despertar. O homem nasceu para ser feliz. Harmonia, Yavé e Elohim.”
    PS: Eu tinha esquecido que hoje era 10:10:10! Mas mesmo sem lembrar, senti uma forte vibração!

    • conscienciaempoesia said,

      Oi Ro,

      Que prazer enorme em receber sua visita!!! Admiro muito seu trabalho e tb te amo como amiga e irmã de jornada…

      Nossa escola não foi fraca não… e o momento em que bebemos dessa fonte foi mesmo muito especial!!! Também só tenho a agradecer ao Harmonia e ao nosso mestre de Alquimia… Gratidão eterna!!!

      Sim, é chegado o momento… nascemos pra ser feliz!

      Harmonia!!!!

      Shalom,
      Sophia

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