Édipo e Não-tempo

 

Em dezembro de 2005, tive uma experiência com expansão de consciência riquíssima, pois vivenciei dois aspectos bem interessantes: um relativo ao Amor e outro relativo ao Não-tempo, ambos manifestos em aspectos, cenários e personagens do Egito, país que visitei fisicamente no final de maio / começo de junho do mesmo ano.

Visita física: Quando estive no Egito, visitei tudo como turista, fiz um lindo cruzeiro pelo Nilo… As tantas informações foram truncadas e ofertadas como são comumente… Porém, ao estarmos num local com tanta riqueza de história e abertos a acessá-la, é como se ficassem gravados conteúdos em nosso inconsciente… difíceis de serem acessados aleatoriamente, mas estão lá.

Nada específico ocorreu comigo fisicamente, quando estive lá, mas muita coisa havia sido registrada no inconsciente e que nessa vivência fora aberto este arquivo.

Fiquei muito tocada com a forma que foi encontrado Tutankhamon, o menino-rei, morto aos 19 anos e ainda sem explicações de como ocorreu. A quantidade de jóias e o cuidado com os vários invólucros de ouro, pedras, a posição das mãos, os símbolos, os pertences… todos os detalhes…

Olhei para tudo aquilo não só com os olhos de quem visita um museu… mas, senti o cuidado com que foi preparado, apenas isto.

Pesquisa: Posteriormente a experiência, acabei por pesquisar sobre os personagens que haviam se apresentado e também sobre datas, locais específicos e até mesmo crenças.

Na época de Tutankhamon eram cultuados vários deuses e a isto deve-se a terminologia “Amon”. Outra coisa ocorrida na época foi a mudança da liderança para uma cidade de menor relevância para a cultura local, sob comando de Akenaton e o foco passou a ser de um único deus, o Sol. Outra informação que temos é quanto sua companheira Nerfetiti, sobre sua beleza, é também muito comum a citação de suas duas filhas mulheres.

Pequisando datas, notamos que há uma diferença de idade de 17 anos entre esta bela mulher e o menino-rei.

Vivência:Nota: ‘Na expansão de consciência os conteúdos nos chegam como ‘pacotes’, sem o raciocínio lógico, apenas o sentir e experienciar, a mente fica desarmada de tentativa de controle, caso contrário a experiência não ocorre.’

Senti a energia feminina maravilhada com o fato de gerar a energia masculina, o encantamento, e o amor sem tempo pelo princípio masculino manifesto de si, como fosse o amor por si mesma, porém em outro ser, no caso um filho homem.”

Suposição: Este encantamento com certeza desestabilizaria uma relação com o pai da criança e todo o conceito do que é aceito, embora em outras culturas e na própria cultura egípcia, isto fosse comum para que um homem tivesse muitas esposas, inclusive as próprias filhas como é o caso de Ramsés II. Porém estamos no caminho inverso e isto não creio que fosse comum.

Pesquisa: O princípio de Édipo fora estudado pela psicologia muitos anos após esta época da história, porém senti acesso a esta energia com estes personagens.

Suposição: Havia mais este motivo para desviar o poder do reinado com um só Deus para o interior do país, longe de tudo, de todos os maiores templos que visitamos ao longo do Nilo? Precisaria tudo isto para evitar o conflito para impor a nova conduta? Ou seria realmente necessário o distanciamento entre mãe e filho, mesmo que este continuasse vivendo como um rei num reinado paralelo que se estabeleceu na época?

Vivência: “O momento que acessei me fez sentir todas as energias mescladas, simultaneamente, que possam ter envolvido o reencontro desta bela mulher com o menino-rei, após 19 anos de distanciamento entre eles. Vieram todos os sentimentos, de ambos: o encantamento dele por uma mulher mais velha, sem saber que é a mãe, o amor dela pelo filho, pelo homem, pelo aspecto masculino de sua própria manifestação… tudo ao mesmo tempo, além do próprio Amor em completude estabelecido entre ambos.

Nota: ‘Quando estamos com a mente expandida, normalmente não julgamos e isto nos permite experienciar… e foi um acesso lindo, do amor em completude.’

Reverberou em mim que o cuidado que senti sobre como foi tratado o menino-rei em sua morte, era digno não apenas de um rei, mas de alguém que o amou muito, o amou tudo, o amou todo, na vida e na morte, mais do que isto… alguém que fora morto para que não fosse de mais ninguém, retratando assim, além da eternização do momento, a culpa purificada.

Nota: ‘Quando nos identificamos ou nos enroscamos com os acessos numa vivência, perdemos de receber mais, de continuar a jornada… Graças, a meditação me ajuda a soltar os pensamentos e consigo aplicar isto nas vivências também soltando a interpretação do que acessei com a mente, pois quando entra a mente racional, somos tirados do jogo.’

Daí outro belo insight, vi a pirâmide de Queóps ser construída de cima para baixo…

…E ao mesmo tempo vi sua época áurea, com uma sociedade harmônica e sua aparência coberta de alabastro com uma insígnia em sua face voltada ao nascer do sol de uma cruz de ank em lápis-lázuli (pedra azul Royal) contornada em ouro e o cume desta pirâmide em ouro maciço.

…E ao mesmo tempo vi como está agora, desgastada, sem vida.

Tudo simultaneamente, como fosse assim, todos os estágios ‘no agora’ e assim compreendi o ‘não-tempo’, ou o que vemos e como vemos na linearidade.”

Comentários: Não há dados históricos e/ou cintíficos que suportem estas afirmações. Tenho para mim  todo este entendimento como algo que fora colocado com cenários e personagens para que a mente analítica pudesse perceber, o não-tempo, as energias feminina e masculina de ‘ida e pingala’, na completude em uma única centelha, materializada em homem e mulher, como rodas dentro de rodas, o Amor gerado do Amor.

Sophia Christou

“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa imaginar vossa vã filosofia – Sheakespeare”

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