Dimensões

Reflexões: 5 questões sobre 3D e 5D.

Nomenclatura abreviada:

3D – terceira dimensão – podemos também chamar de vida material ou ilusão
5D – quinta dimensão – podemos também chamar de Ser Consciente ou realidade
IP ou IPs – imagem-personagem ou imagens-personagens
MIP – minha imagem-personagem – ou o papel que eu desempenho dentro do enredo em 3D
OIPs – outras imagens-personagens – ou papel de coadjuvantes, pessoas que compõe nosso enredo.
MCD  ou CD – minha consciência desperta/despertando – ou eu enquanto humano, vivendo em 3D, mas com consciência de que existe outra realidade em 5D.
OCDs – outras consciências despertas/despertando – ou outras pessoas com as quais convivemos que também tem a notícia de que há algo mais.

 

Questões:

1 – O que eu fiz? Meu enredo

2 – Como estou agora?

3 –  Para mudar o enredo

4 –  O que falta fazer?

5 –  O quê eu quero? Por que eu quero?

 

1)        O que eu fiz? Meu Enredo

Tendo que o Todo se manifesta em experiência e que somos possibilidades de manifestação desse Todo, co-criamos a Experiência.

O desenrolar de realidade em 3ª. Dimensão (3D) ou ilusão se dá de forma a causar a sensação de novidade/surpresa a cada instante, para quem o vivencia com parâmetros lineares (presente, passado e futuro), como se não conhecêssemos  o Enredo. No entanto, nós, enquanto consciência, criamos o enredo, para poder experienciar (neologismo para descrever o ato de vivenciar a experiência – algo que seria além de experimentar/provar).

Dessa forma, no Sonho que chamamos de Realidade em 3D, somos o personagem principal de nosso enredo e criamos outras imagens-personagens para sustentar/validar esse enredo.

Assim, a Minha Imagem-personagem (MIP), ou Imagem Personagem (IP), personagem principal do meu enredo se relaciona com as Outras Imagens-personagens (OIP) que eu criei, para ajudarem a compor minha experiência e transpor os desafios do meu enredo.

Para conseguirmos entender nosso enredo em 3D, é preciso identificar as principais OIPs e os Desafios do nosso enredo, para compreendermos o Cenário em 3D em que estamos inseridos.

Neste exercício, podemos identificar os ciclos, as repetições de ciclos, as formas cristalizadas de repetição do enredo com diferentes OIPs que criamos.

Muitas vezes uma pessoa em determinada época de nossa vida exerce um determinado papel, finalizada a relação, o papel ainda tem continuidade e a substituímos inconscientemente.

Conseguimos também desmascarar os Artifícios utilizados para sustentar o enredo.

É preciso também, entendermos que da mesma forma que somos o principal personagem da nossa experiência em 3D, somos coadjuvantes na experiência de outras manifestações. E assim são estabelecidos os Vínculos/Intersecções. Estas intersecções fortalecem a teia de Co-dependências.

Quando estamos adormecidos, ou seja, sem a consciência desperta e vivemos apenas o enredo em 3D, não nos damos conta de que somos a IP que se relaciona com as OIPs que criamos pra vivermos o enredo criado, dentro do cenário estampado, usando de artifícios para mantê-las.

Artifícios podem ser papéis tais como: vítima e vilão, dominador e dominado, agressor e agredido, ciúmes, possessão, controle, sedução, vingança, etc…

Nos sonhos, ao vivenciar por vezes a consciência em 5ª. Dimensão (5D), acessamos algo fora do enredo, o que muitas vezes nos parece confuso ou estranho, pois desconhecemos seu formato.

Dentro do enredo, por mais que seja ‘surpresa’ na verdade não o é, então tudo parece transcorrer naturalmente.

Em práticas para expandir a consciência, ou mesmo zerar por instantes a mente, como na meditação, tomamos um viés que nos dá parâmetros além do enredo, além do espaço e além do tempo, abrindo brechas para trazer insights de 5D, com maior amplitude de percepção.

Ao estarmos além do enredo de forma consciente a cada vez mais nos damos a oportunidade de vivenciar 5D.

Então, quando estamos adormecidos, dentro do enredo, tudo nos parece surpresa. Quando temos espasmos para fora do enredo e mesclamos 3D com 5D, parecem ocorrer os dejavús (sensação do conhecido, já acessado, já vivido – como normalmente dizemos).

Quando estamos em sintonia 3D e 5D tudo parece fluir em nossa vida, ocorrem sincronicidades e começamos a esbarrar nossa Consciência Desperta(CD) ou Minha Consciência Desperta (MCD) com Outras Consciências Despertas (OCDs), nos dando a impressão de conhecer ou re-conhecer estas pessoas.

Na verdade em 5D nos conhecemos e ao nos deparar em 3D, notamos que não se tratam de OIP que criamos, mas sim de OCD que está em condições semelhantes às nossas em CD.

Sendo assim, podemos dizer que nos relacionamos da seguintes formas:

MIP com OIPs e OIPs com MIP – isto em 3D, intersecções entre enredos

MIP com OCD – normalmente a relação do discípulo com o mestre, pois o discípulo reconhece que o mestre acessa este ‘algo mais’ e ele se julga incapaz de realizá-lo. Precisa ser visto que isto é uma forma de dependência, onde muitas vezes o mestre ao invés de ajudar o discípulo para que também desperte, o mantém como OIP de seu enredo para fortalecer seu próprio cenário.

MCD com OIPs – quando temos a percepção de 5D e ainda nos relacionamos com as OIPs que criamos ou que contam conosco em seus enredos. Para mudar esta dependência é preciso mudar a forma de lidar com estas OIP, mudando este formato muitas irão desaparecer de nosso cotidiano. Termina-se um ciclo em nossas vidas e seguimos cada um para um lado, outras sofrem por não saberem como mantê-lo ainda em seus enredos.

Isto para quem está na posição de CD precisa ser feito sem deixar marcas ou causar dor, suavemente de forma a curar os relacionamentos e passar a realizá-los de outra forma, sem a dependência, apenas por ser alegre a convivência, sem a obrigatoriedade, com leveza e sempre que possível ajudando para que estas OIP também acessem ou se atentem a realidade 5D como OCD.

Cabe destacar quando lhe ocorrem sincronicidades, despertar o observador para que notem sinais e para que se apercebam quando sua vida flui e quando parece dar tudo errado.

MCD com OCD à quando nos reconhecemos como nós mesmos, pois em 5D não há separatividade. Isto pode ocorrer apenas no plano sutil, mas parece que só despertamos em 3D com nosso racional tentando entender isto que é de 5D, quando nos deparamos com OCD em mesma sintonia vivendo os dois planos simultaneamente. Com isto servimos de ‘gatilhos’ para nos auto-lembrar que estamos além do enredo.

Cabe estarmos atentos para não vivenciar com esta OCD em 3D de forma a utilizá-la para nossos caprichos criando pra ela uma IP para nosso enredo, pois com isto perderíamos a grandiosidade de compartilhar com esta OCD do que somos cúmplices em 5D, para vivenciarmos algo relativo ao ego que está em 3D.

2)        Como estou agora?

Depois de entendermos como podem ser os relacionamentos, é preciso identificar estas relações, como foram até aqui e como estão neste momento. É preciso utilizarmos a CD em ações também em 3D, tais como:

Limpar o que não é mais necessário, como, por exemplo os artifícios, e isto está bem ao nosso alcance,

Curar o que precisa ser curado, sair dos enredos sem causar a dor ilusória da perda,

Manter o que precisa ser mantido, tais como laços familiares, mas com outro tipo de relacionamento de forma mais leve,

Fortalecer o que precisa ser fortalecido para que continuemos despertos na maior parte da experiência daqui por diante, tais como o compartilhar com OCDs.

Podemos perceber que ao passarmos de simples IP para CD, há certa oscilação entre 3D e 5D, ora estamos imersos no enredo, pois estamos formatados assim, queira ou não é difícil estar desperto o tempo todo, e ora estamos vivenciando 5D, isto pode ocorrer em diversos graus de proporções se formos tomar pelo foco linear.

Aprofundando essa percepção ocorre algo como a simultaneidade, como se fôssemos mais que um em sintonia. Isto causa dúvidas, desconfortos e se não entendermos que é uma fase de transição, podemos nos sentir perdidos sem conseguir aplicar o que sabemos de 5D em 3D e ainda fadados aos modelos dos nossos enredos, os quais alimentamos até aqui.

Tomara esta fase seja curta, e tão logo possamos integrar nossos corpos, dimensões e atuar de forma a completar nossa missão de despertar em consciência e manifestar, para que possamos servir de farol para os que despertam.

A única forma de unificarmos nossos corpos é trabalharmos firmados no cardíaco, ponto central do corpo físico que tão bem conhecemos, aprendendo a lidar com este como um comunicador pra o Eu Superior, ponto do nosso corpo sutil elevado em 5D.

Uma forma de estabelecer esta comunicação é através de evocações que possam ativar a manifestação deste em intuição e respostas ao que buscamos, funcionando  como nosso mestre interno. Isto não é realizado com repetição de alguma frase, tão menos através de nossa mente, mas sim através da pura intenção em Luz.

Podemos nos amparar em outros iguais e em mesma sintonia que estão despertando também, nos ajudando como espelhos e enriquecendo nossa compreensão.

3)        Para mudar o enredo

Passado isto, procedemos com a re-unificação de nossos corpos e das diferentes dimensões onde podemos manifestar 5D em 3D, não nos permitindo criar novos vínculos com o OIPs, do enredo de outras pessoas, mas contribuindo no que for possível como farol de luz para que despertem de seus enredos e quando isto não for possível, dedicando apenas nossa compaixão em aceitar que estamos cada um em um degrau de evolução.

Sempre que possível agregar alegria e outros sentimentos que não causem dependência ajudando estas pessoas a criarem laços leves e ver que é possível o relacionar sem manipulação, controle ou submissão.

Com isto podemos gerar novos relacionamentos embasados nestes outros fatores que unem sem criar a dependência, isto pode gerar melhores frutos baseados em relações sinceras e segurança sem explicação direta em 3D, pois na verdade tem como ancoramento 5D. Isto pode ser obtido em relações pessoais e até mesmo profissionais, trazendo a admiração num sentido puro e a sensação de bem estar no relacionamento, o que pode ser compreendido em 3D apenas como empatia, embora tenha todo este outro lastro.

Então, para mudar o enredo é preciso primeiro percebê-lo, depois aplicar a MCD em 3D também de forma integrada, ancorada no Eu Superior que está em 5D.

Para isso é preciso:

– Mudar nossas crenças,
– Direcionar o intento,
– Firmar nosso pensamento,
– Colocar nosso pensamento num local não contaminado, protegido, puro e resguardado.
– Alimentá-lo diariamente até que se converta em novo cenário.
– Estar alerta com as dimensões e se estamos oscilando, sentir quando prevalecem eventos de uma ou de outra,
– Evitar a fuga em 5D e deixar 3D a deriva (fluir é muito diferente de estar à deriva),
– Não criar mais IPs
– Não cair em armadilhas de enredos de OIP, tais como ciúmes, competição, controle, pois estas absorvem energia de 3D e que fica mais densa e inviabiliza a ação integrada em 5D.

“Os medos estão fadados a tempo/espaço isto pertence a 3D e fortalece os cenários nela criados”

 

4)        O que falta fazer?

Precisamos identificar em qual dessas etapas estamos e lembrar que não há ganho adquirido, tudo isto trata-se de um processo constante, mas os pontos a seguir podem dar um norte para identificar quais das etapas já foram percebidas.

– Unificar os corpos físico e sutis,

– Unificar dimensões, estar conscientes,

– Substituir oscilações e retiro em 5D por vibrar e sentir as dimensões em simultaneidade.

– Manifestar 5D em 3D. Isso se mostra pela fluidez, pela vida em movimento, abundância, inspiração, lembrança, atentividade, confiança, empatia.

– Tudo isto ilustra o que é espelho para despertar outros, quando estamos nesta sintonia, servimos de farol para despertar outros.

– Transpor de múltiplos/simultâneos para a onipresença e a onisciência de nossa consciência.


5)       
O quê eu quero?  Por quê eu quero?

Com consciência disto tudo, é preciso sabermos exatamente nossa intenção e nos colocar estas perguntas: O que eu quero? Por que eu quero? Ter a certeza de que não é algo fruto do ego ou que possa trazer ações de criação em 3D de mais dependências, pois dessa forma estaríamos nos aprisionando e aprisionando outros nos vínculos lineares.

“Tenho um felling que apenas quando as respostas a estas perguntas estão alinhadas com o plano divino pra nós enquanto possibilidades de experiência do divino em matéria é que conseguimos realizar mudanças em nosso enredo em 3D e aplicar o que conhecemos de 5D para a mudança do mesmo.Sendo assim, o primeiro passo é estar alinhado na Luz”

Sophia Christou

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Reflexões feitas por Sophia Christou no período de retiro iniciático – 2010. Muitos dos termos utilizados neste material são tomados emprestados do livro que também serve como fundamento para os estudos realizados: “Manual para um Monólogo Amoroso – Adriana Canova”. As imagens foram colhidas na internet, desconheço a autoria, caso possua, peço que me informem para citá-la ou retirá-la deste blog.

(O complemento destas questões resultou  num amplo mapeamento pessoal de todos os aspectos aqui sugeridos).

Este material encontra-se registrado na Biblioteca Nacional RJ. O texto pode ser reproduzido integralmente sem alterações e sua fonte e autoria devem ser citadas e respeitadas conforme legislação vigente de resguardo de autoria.

5 Comentários

  1. Jaqueline said,

    Muito esclarecedor esse texto Sophia, obrigada pela leitura!

    Fique na luz!

  2. cairo said,

    Na hora certa!

  3. HELLOISA said,

    adorei muito as imagens em *5D*……..

  4. PAOLA BRAUN said,

    Faço das de Cairo as minhas palavras…. Na hora certa! SINCRONICIDADE

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