Desprendimento

novembro 26, 2011 at 5:59 pm (Expansão de Consciência, Poemas, Vídeos)

Adormeço…

Então, desperto do sonho, no sonho

Atravesso oceanos e desertos,

cubro montanhas

descubro entranhas

O corpo é leve…

como a fumaça do vapor da cachoeira

que evapora antes de chegar a ser corredeira

Vou além da vida na Terra

Matéria em expressão

Compondo a criação

Volátil do sonho de estar aqui

Na rápida passagem deste “Se”

E volto ao âmago do profundo

“Lá”

Sophia Christou

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O Incontido

novembro 22, 2011 at 8:35 pm (Luz, Poemas)

Quero agradecer mais uma vez!!!

Pela oportunidade de ter sentido a Vida
Pulsando pelo meu peito
Pela conexão que me levou a expandir sem pensamento
Pela certeza que me fez ter de que não apenas eu senti
Pela lembrança de nossa essência
Pela inocência, incoerência do tabulado
Nossa existência em Amor entrelaçado
Mesmo que de um mesmo lado

Gratidão por ser de todos os sóis, o Dourado
E de todos os céus, Todo o Azul

Na direção do Eterno
Em memória do que Somos
Na amplitude do Amor
Além dos lados do tabulado e definido
Pois sem forma e limites

Somos em Um

Sophia Chistou

(Obra de Eduardo Vilela)
Eduardo, seu trabalho com os 22 Arcanos do Tarô, é maravilhoso… e, claro, escolhi o meu preferido o “zero” ou “22” – O Louco ou O Incontido como você tão sabiamente batizou o “fim/início de um ciclo”. Parabéns por suas tão belas telas!
Sophia Christou 

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Terra

novembro 8, 2011 at 8:54 pm (Insights, Vídeos)

As vezes sinto uma saudade antecipada por pensar que não mais irei vê-la

ou experimentá-la…

coisas da mente, nesta aventura humana

assim dessa forma…

Sei dizer que me apaixonei

…dessas coisas que a gente esquece de onde veio e faz achar que é gente pra sempre

Sophia Christou

“… e de nada valeria acontecer de eu ser gente e gente é outra alegria diferente das estrelas…”

[youtube:https://www.youtube.com/watch?v=gMsSrxGwW8U%5D

(… composição lindíssima do Caetano)

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Da Água ao Vinho

novembro 6, 2011 at 6:15 pm (Insights)

Andei, andei… eu procurei
Por vezes sedenta e curiosamente
Abarcando o que de novo despertava
Recebendo, recebendo
Reverberando
Questionando
Aceitando ou Peneirando
Fluindo ou me distraindo no caminho
Me encantando
Me entregando
Conectando
Mesclando
Confundindo
Experimentando

O caminho de quem busca
É descobrir, encontrar
Encontrar muitas coisas
Coisas além das que procuramos
Quando não sabemos ao certo o que queremos

 

Todos os mergulhos foram válidos
Incluindo os que me afundaram

 

 

Fui percebendo o limiar entre o permitir e o ceder
E a distância que há entre o controlar e o conquistar
Mesma distância entre o Medo e o Amor
Saciei minha sede em algumas fontes
E por todas tenho gratidão

 


Recebi o vinho e transformei o sonho em real
E o real em sonho
Vivi os dois
Incluindo a simultaneidade
Expandi a percepção
Busquei ir além sem sair
Mas precisando pra isso de algo de fora
Me alimentando do pão da meditação
Mas também me nutrindo do Vinho

 

Fui aprendendo o caminho

 

Na distância e espaço para cruzar o limiar
Fui me apercebendo do quanto significa cada passo
E que o chegar pode ser lento e manso
Mas que só assim, a cada passo, é que podemos ter a certeza
De que não se trata de um sonho

 

 

Fui percebendo a importância de silenciosamente
Manter a mente sem interferências
E sentindo a qualidade da água
Que compõe o meu corpo
E do milagre da transformação
Da Água em Vinho

Entendi o que significa a parábola da transformação da Água em Vinho, numa festa de enlace!

Mato a sede na própria saliva…

Quando elevamos as moléculas de água do nosso corpo, a uma vibração além da velocidade da luz, transformamos o físico no sagrado, este é o Grande Portal… o do passo a passo, que não nos remete a um sonho onde miramos o infinito, mas somos o próprio passo, o próprio caminho, a molécula transformada e o infinito.

Sophia Christou

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