Morre o Ego e nasce um Buda
Quanto mais o Ego tem menos valor,
mais Luz temos de nosso verdadeiro caminho…
Suave e gradativamente, morrendo e nascendo,
no ciclo… eterno ciclo sem início e sem fim…
só o Agora.
Vamos nos tornando esse próprio caminho…
E quando nos apaixonamos por ele,
mesmo ainda mergulhados na escuridão da Morte
é Aceitação e Presença
é vazio que faz brotar o Todo,
é semente de Amor regada a Mel
que rompe a terra escura para florescer novamente,
é Certeza, é Vida continuadamente,
sem mente, só coração…
Tum dum
Tum dum
Tum dum
Tum dum
Sophia Christou
Na dúvida…a certeza
Se num mergulho a luz
Deixar de ser luzir
E a escuridão chegar
Não tema, é só fluir
É só experienciar
Na dúvida, Amar
E o coração abrir
Prá ver o florescer
O sol que vai brilhar
É só se aperceber
A Vida aqui está
Certeza vai crescer
Verdade ancorar
Na dúvida, o silêncio
Vai mostrar
Sophia Christou
Conto: Não Canto
pRcmc
Eu não sei cantar
Canto
Conto palavras, que em meu íntimo
…cantam
E saem em letras como lágrimas de sentimentos
…que me inundam
Não canto
Conto com o olhar
Que sem graça sorri
Conto com o sorriso
Que sem graça chorou
Conto a cada gesto,
É meu jeito…
Meu código involuntário…
Sou sincera
…demais
…é o papel que me espelha
E me rouba aqui de dentro
… e te conta
Não canto.

A música sempre cantou dentro de mim, até nos versos que vêm inundados de musicalidade, na cadência do momento, sentimento em harmonia, modificando tudo assim…
Mas nunca soube cantar pra encantar o ouvinte pra que ouvisse meu coração em canto.
Fui segredo em vento de expressão no beijo que se calou em palavras cantadas e contadas…
Ficando apenas escritas por todo este tempo, sem tempo de continuar a calar.
Sophia Christou
Poema à toa
Se tudo o que escrevo é à-toa
… então este é mais um poema à-toa
de um momento à-toa
que eu pensei à-toa
escrevi à-toa
pra você ler à-toa
porque eu te amo à-toa
Sophia Christou
pRcmc
Falar, Calar
Falar…
só daquilo que se superou
Calar…
somente o que não se pode falar
Calar…
só aquilo que ainda não se superou,
Curar
Falar…
somente o que não se pode calar
Sophia Christou
Roda
É no balanço da onda da roda
Que os corações se entrelaçam num só
É nessa luz tão imensa que flui
Circulando esse Sol
É nesse pulso que volta a lembrança
É nessa dança envolta e entregue
Nesse compasso tão livre e alegre
Que a Vida vem despertar
Prá o que Somos
Que vai além do olhar
Que pensamos
Unidos estamos
“A voz que canta o coração
cala o pensamento,
transfigura a feição
eterniza o momento”
Sophia Christou
Tão Simples

Às vezes me somem as palavras
Quem dera sumissem os pensamentos também
E sobrasse apenas o coração
Para expressar tudo o que sobra
Talvez não fosse preciso a expressão
Pois o Todo já estaria sendo percebido
Às vezes me aquieto e calo
Quem dera me calasse e me aquietasse sempre
Nas meditações com qualidade
Na atentividade, mas sem mente
Talvez não fosse preciso parar para meditar
Pois a Meditação não deixaria de ser
Às vezes me distraio e esqueço
Quem dera não tivesse o que lembrar
E pudesse viver Aqui e Agora
Em todos os tempos ao mesmo tempo
Talvez não fosse preciso viver tanto assim
Pois Vida não se repete apenas se É
Sophia Christou
O Ponto
Além da linearidade do espaço tempo
Num lugar sem mental e pensamento
Onde os físicos não chegaram
Porque da ciência que falo
Só se chega com o coração
É desse ponto que se tem o Todo
Sentindo e percebendo muito além da visão
Do micro ao macro, sem dentro ou fora
Integrada Vida, Verdade e Essência
Saindo do estado de dormência
Que nos leva a agitação
É aí, onde as coisas são por si
Uma única composição
Esse é o teor da Luz do Amor
Onde você sou eu
Onde não existe meu ou teu
Onde te amo e somos o próprio Amor
Sophia Christou
Tatos Contrários
As fotos, os fatos
De fato, as fotos
Retratos, contratos
Contatos nas fotos
De tatos e fatos
Contratos de fotos
E fatos contrários
Cenários de fotos
Manchados, deixados
Guardados os fatos
Nas fotos, de fato
O fato deixado
Contrário ao contato
De tato, de foto, de fato
… retrato
Sophia Christou
Olhar Platônico
meus olhos
nos teus olhos
os meus choram
os teus se fixam
na câmara fotográfica de algum tempo atrás
teus olhos nos meus
os meus dormem
os teus assistem
num tempo distante
de uma dedicatória amarela
Sophia Christou








